Uma das coisas mais importantes para toda instituição é ter consciência da sua identidade e objetivos. A identidade tem a ver com as raízes, a história e os fundamentos. A Igreja Presbiteriana do Brasil em Passo Fundo (IPB Passo Fundo) tem sua origem no trabalho Ashbel Green Simonton (1833-1867), o fundador da Igreja Presbiteriana do Brasil.

A identidade da igreja presbiteriana se manifesta na maneira como os irmãos vivem e se relacionam na comunidade da fé. Os reformados crêem firmemente no sacerdócio de todos os fiéis, ou seja, todos os crentes são iguais em sua dignidade e direitos. Não existe distinção entre clero e leigos: todo crente é um ministro de Deus. Os ofícios instituídos na igreja (pastor, presbítero, diácono) visam apenas dar maior ordem e estabilidade ao trabalho e suprir necessidades nas áreas de liderança, assistência espiritual e beneficência.

A congregação presbiterial em Passo Fundo é um dos projetos do Plano Missionário Cooperativo (PMC) na região Sul do Brasil. O  PMC é uma Comissão permanente do Supremo Concilio da Igreja Presbiteriana do Brasil e tem por finalidade firmar parcerias com Igrejas e Presbitérios para o plantio e para a revitalização de Igrejas. A IPB Passo Fundo também recebe o apoio da Igreja Reformada Holandesa.

A cidade de Passo Fundo está localizada na Mesorregião do Noroeste Rio-grandense. É uma cidade universitária e é também polo comercial do norte do estado, contando com grande fluxo de pessoas que diariamente transitam em busca de tratamentos de saúde e diversos outros serviços. Possui aproximadamente 200.000 pessoas e também é conhecida como capital da literatura.

Nesta fase do projeto da IPB, o pastor plantador é o reverendo Deyvson Alves. Desde janeiro de 2016 ele tem trabalhado no evangelismo, alinhamento da teologia e treinamento de líderes para viabilização da futura Igreja Presbiteriana do Brasil em Passo Fundo.

ReformadoresA Igreja Presbiteriana do Brasil é uma igreja protestante reformada, de orientação calvinista presbiteriana. O presbiterianismo tem raízes nos reformadores Ulrico Zwínglio (1484-1531) e João Calvino (1509-1564), seu principal líder e teólogo do movimento iniciado na Suíça. O nome Igreja Presbiteriana popularizou-se nas Ilhas Britânicas a partir do escocês João Knox (1514-1572), discípulo de Calvino e surgiram comunidades presbiterianas na Escócia, Irlanda e Inglaterra. A Assembleia de Westminster, do Parlamento Inglês (1643-1649), produziu a base doutrinal e padrões eclesiásticos fundamentais para os presbiterianos: Confissão de Fé de Westminster, Catecismos Maior e Menor. Escoceses e irlandeses levaram o presbiterianismo para os Estados Unidos (séculos 17-18) e, dos EUA, um grande movimento missionário protestante (século 19) levou igrejas presbiterianas a países do hemisfério sul. No Brasil, veio por intermédio do missionário presbiteriano Ashbel Green Simonton (1859). O termo "presbiteriano" decorre do fato de que nas igrejas desse nome o governo é exercido por "presbíteros." A palavra grega presbyteros encontra-se no Novo Testamento e significava originalmente "ancião," "homem idoso." À semelhança do que acontecia entre os judeus, também na igreja primitiva a liderança era exercida pelos membros mais experientes da comunidade, geralmente, mas não necessariamente, homens mais velhos. Eventualmente, o termo passou a ter um sentido técnico de líder da igreja e o aspecto da idade ficou em segundo plano. Assim, encontramos referências aos presbíteros em passagens bíblicas como Atos dos Apóstolos 11.30; 14.23; 15.2; 20.17; 1 Timóteo 5.17; Tito 1.5; Tiago 5.14; e 1 Pedro 5.1. Também encontramos o coletivo "presbitério" ou concílio de presbíteros em 1 Timóteo 4.14.

Portanto, seguindo o precedente bíblico, nas igrejas presbiterianas a liderança é exercida pelos presbíteros, os quais se subdividem em duas categorias – os presbíteros "regentes" (que governam), voltados primordialmente para funções administrativas, e os presbíteros "docentes" (que ensinam), ou seja, os ministros ou pastores. Esses dois tipos de presbíteros tem a mesma paridade, não se constituindo em uma hierarquia. Todavia, os pastores ou presbíteros docentes têm algumas funções privativas, como a ministração dos sacramentos. Os presbíteros exercem as suas funções em vários níveis: localmente, no "conselho" de cada igreja; em âmbito regional, nos presbitérios e sínodos; em âmbito nacional, no Supremo Concílio.

DENOMINAÇÕES PRESBITERIANAS NO BRASIL

A Igreja Presbiteriana do Brasil é a mais antiga denominação reformada do país, tendo sido fundada pelo missionário Ashbel Green Simonton (1833-1867), que aqui chegou em 1859. Mais tarde, ao longo do século 20, surgiram outras igrejas congêneres que também se consideram herdeiras da tradição calvinista. São as seguintes, por ordem cronológica de organização: Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (1903), com sede em São Paulo; Igreja Presbiteriana Conservadora (1940), com sede em São Paulo; Igreja Presbiteriana Fundamentalista (1956), com sede em Recife; Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil (1975), com sede em Arapongas, Paraná, e Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (1978), com sede no Rio de Janeiro.

Fonte: Matos, A. "Presbiterianos": Origem e Significado do Termo; Portal IPB

Escultura representando a primeira celebração eucarística protestante nas Américas, oficiada pelos pastores Rev. Pierre Richier e Rev. Guillaume Chartie. Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro, Brasil.

A doutrina da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) é conservadora e genuinamente reformada. Ela adota como símbolos (ou resumos) de fé a Confissão de Fé e os Catecismos Maior e Menor de Westminster, redigidos entre 1643 e 1646, por cerca de 160 teólogos ingleses e escoceses. Cremos que estes documentos teológicos reformados expressam com precisão o ensino da Palavra de Deus.

A IPB é uma federação de Igrejas locais, que adota como única regra de fé e prática as Escrituras Sagradas do Velho e Novo Testamento.

A IPB é uma igreja calvinista, que adota os chamados “Cinco Pontos do Calvinismo” sobre a salvação do pecador. Estes pontos não foram elaborados por João Calvino, mas por seguidores dele e são estes:

a) Depravação Total – por causa de seu estado de pecado, culpa e corrupção, o ser humano é espiritualmente cego, surdo, mudo, impotente, e morto em seu pecado, insensível à graça de Deus. Se Deus não tomar a iniciativa, infundindo-lhe a fé salvadora, e fazendo-o ressuscitar espiritualmente, o homem natural continuará morto eternamente. Se deixado à sua escolha, o ser humano é incapaz, por si, de escolher a Deus e de ter fé salvadora em Cristo.

b) Eleição Incondicional – Deus não tem a obrigação de salvar ninguém, nem homens nem anjos decaídos. Resolveu soberanamente salvar alguns seres humanos e torná-los filhos adotivos quando eram filhos das trevas, e deixou as demais entregues às suas próprias paixões pecaminosas. A salvação é efetuada totalmente por Deus. A fé, como a salvação, é dom de Deus ao homem, não do homem a Deus.

c) Expiação Limitada ou Eficaz – Cristo morreu na cruz para redimir Seu povo, não para tentar redimi-lo. Ele morreu pelo mundo apenas no sentido de que sua morte seria suficiente para salvar toda a humanidade. Ele morreu eficazmente somente pelos eleitos. Assim, embora ele tenha aberto a porta da salvação para todos, só os eleitos querem entrar, e efetivamente entram.

d) Graça Irresistível – Embora os homens possam resistir à graça de Deus, ela é, todavia, infalível: acaba convencendo o pecador eleito de seu estado depravado, convertendo-o, dando-lhe nova vida, e santificando-o.

e) Perseverança dos Salvos – Nada há no homem que o habilite a perseverar na obediência e fidelidade ao Senhor. O Espírito é quem persevera pacientemente, exercendo misericórdia e disciplina, na condução do crente.

A Igreja Presbiteriana do Brasil é uma igreja reformada, que adota os chamados cinco pilares da Reforma protestante do século 16, normalmente identificados por palavras latinas, não tão difíceis de compreender: Sola Scriptura, Sola Gratia, Sola Fide e Solus Christus.

Fonte: Portal IPB